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O
presidente da AMP (Associação dos Municípios do Paraná), Joarez Lima
Henrichs, esteve em Brasília, participando da 8ª Marcha dos Prefeitos,
promovida pela CNM (Confederação Nacional dos Municípios).
A pauta municipalista defendida pela AMP foi incorporada aos pontos
reivindicados pela CNM, com nove itens. Entre os pontos que os prefeitos
do Paraná reivindicam está um pedido para que o governo federal reveja o
corte de R$ 15 bilhões que está propondo no Orçamento da União de 2005.
“Este corte vai afetar diretamente as prefeituras, já que inclui a
retirada de despesas da saúde e da educação, que são assumidas pelos
municípios”, explica Henrichs. Além disso, os prefeitos vão pedir que os
recursos da CPMF (o chamado “imposto do cheque”) e da Cofins sejam
divididos entre os municípios. Eles também reivindicam outras questões
importantes: aprovação do projeto que amplia em um ponto percentual os
recursos do FPM (Fundo de Participação dos Municípios), o parcelamento
das dívidas do Pasep de 30 para 120 meses, a cobrança do imposto sobre o
uso do espaço aéreo e subsolo e o aumento do PAB (Plano de Assistência
Básica) por aluno.
Transporte
Outra decisão da AMP quanto ao transporte escolar. é de buscar um
entendimento com o governo do estado.
No total, os municípios transportam 192 mil alunos da rede estadual de
ensino. Mauricio Requião declarou que vai manter os R$ 33 milhões
destinados ao serviço em 2004, mas o comunicado oficial encaminhado pela
Seed aos 399 prefeitos do Estado em 20 de janeiro deste ano informa que
os recursos disponibilizados pelo governo para os convênios destinados à
realização do serviço para os alunos das zonas rurais é de R$ 31 milhões
de 2005. Os R$ 31 milhões correspondem a apenas 39% do volume de
recursos necessários para a realização do transporte escolar – em torno
de R$ 80 milhões. “Nós não estamos pedindo nada mais do que os valores
aos quais os municípios têm direito. E um direito que nos foi garantido
tanto por lei federal sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da
Silva como também por lei estadual aprovada pela Assembléia Legislativa
e sancionada pelo presidente da Casa, deputado Hermas Brandão”, diz
Henrichs.
Pauta Municipalista do Paraná - AMP
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Reivindicação |
Justificativa |
Proposta |
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1. PASEP –
PARCELAMENTO DE 30 PARA 240 MESES |
O PASEP,
tributo que foi discutido judicialmente durante anos pelos
municípios, e a União, resultou no ganho de causa pelo Governo
Federal, obrigando todos os devedores ao pagamento, inclusive dos
atrasados; Atualmente, o ônus dessa longa discussão, mais uma vez,
recai sobre os municípios que, surpreendidos com o pequeno número de
parcelas, estão inviabilizados de pagar em dia tais compromissos. |
Parcelamento
das dívidas com o PASEP de 30 meses para 240 meses. |
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2. COBRANÇA
DE IMPOSTO MUNICIPAL SOBRE O USO DO ESPAÇO AÉREO E SUBSOLO |
Vários
precedentes com êxito, em especial no Estado do Sergipe, dão aos
municípios o direito de cobrança pela concessão do uso do espaço
aéreo e subsolo; A repercussão no aumento das receitas, através da
tributação pelos municípios da ocupação física da área pública pelos
postes, das concessionárias de energia elétrica, fibras
subterrâneas, dutos, fios entre outros, representa uma justa
oportunidade; As concessionárias de telefonia fixa, já pagam pela
utilização dos posteamentos à concessionária de energia elétrica,
embora esta nada pague aos cofres públicos municipais. |
Elaboração de
projeto de lei ou emenda constitucional, que permita definitivamente
aos municípios a cobrança do tributo mencionado. |
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3. ICMS DA
ENERGIA ELÉTRICA TRIBUTADO NO ESTADO GERADOR (PEC nº 338/2001 do
Deputado Gustavo Fruet) |
Inexplicavelmente a tributação de energia elétrica é feita no local
de consumo, transferindo receita dos Estados geradores; No caso da
energia elétrica e do petróleo e seus derivados, a Constituição
introduz norma que retira dos Estados produtores qualquer parcela
nas operações interestaduais; A injusta imunidade nas operações
estaduais, que perdura por mais de doze anos, está acarretando
incalculáveis prejuízos aos erários dos Estados produtores. |
Apoio a PEC
338/2001, cujo parecer do relator Deputado Osmar Serraglio já foi
aprovado por unanimidade pela Comissão de Constituição e Justiça e
de Redação – CCJR. |
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4. CPMF E
COFINS – REPASSE DE 25% AOS MUNICÍPIOS |
A maioria dos
Estados não investe o que deveria em saúde, mesmo com a exigência,
imposta pela Emenda Constitucional 29, em vigor desde 1999, de os
governos estaduais gastarem pelo menos 10% no setor. Por este
motivo, na prática, os municípios é que estão tendo que assumir os
encargos nesta área. A reivindicação de que as prefeituras recebam
recursos da CPMF é para corrigir esta distorção na saúde e possam
prestar serviços de melhor qualidade aos moradores das cidades
brasileiras. No caso da COFINS, que é cobrada tendo como base de
cálculo o faturamento mensal das empresas, os municípios entendem
que têm o direito de receber uma parte dos recursos por uma razão
fundamental: as empresas que pagam impostos e geram riquezas estão
nos municípios. Se são os municípios que abrigam estas empresas (e
lhes concedem incentivos fiscais e benefícios, cujo objetivo é gerar
emprego e renda), é justo que as prefeituras tenham direito a uma
parte da arrecadação do imposto. |
Partilha da
CPMF e da COFINS entre os municípios, o que não acontece hoje, já
que os dois impostos são arrecadados (e geram receita)
exclusivamente pela União;
Destinação de
um percentual para os municípios de, no mínimo, 25% do total
arrecadado com a CPMF e a COFINS. |
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5. AUMENTO DO
VALOR PER CAPITA DA MERENDA ESCOLAR |
Entende-se
por estilo de vida, uma alimentação saudável, prática regular de
exercícios físicos, entre outros; Apesar dos esforços de jovens e
adultos para estudarem, normalmente a noite, após um dia de
trabalho, o programa não contempla recursos para a merenda escolar;
Ocorre que os valores repassados para a aquisição da merenda são
insuficientes, impossibilitando uma dieta equilibrada. |
1. De R$ 0,13
aluno/dia do Ensino Fundamental para R$ 0,40
2. De R$ 0,06
aluno/dia do Pré-Escolar e Entidades Filantrópicas para R$ 0,40
3. Inclusão
dos jovens e adultos do Ensino Fundamental e Alunos do Ensino Médio.
OBS.: desde
1995 tais valores estão congelados. |
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6. REDUÇÃO
PARA ALÍQUOTA ZERO DO IPI AOS MUNICÍPIOS, QUANDO DA AQUISIÇÃO DE
MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS |
Atualmente a
aquisição de veículos já é isenta de IPI para táxi e deficientes; O
pequeno percentual de receita que significa para o Governo Federal,
é muito significativo para os governos Municipais; Informações
preliminares do Ministério da Fazenda, dão conta de que não haverá
influência significativa na Receita do Governo Federal. |
Editar MP ou
propor PL, isentando os municípios do IPI para a aquisição dos
seguintes bens de uso exclusivo: Ambulâncias, Ônibus, Caminhões,
Máquinas pesadas. |
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7.
ATUALIZAÇÃO DO VALOR DO MÉDICO DA FAMÍLIA DE R$ 4.500,00 PARA R$
7.875,00
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Uma equipe
composta por 01 médico, 01 enfermeira padrão e 01 auxiliar de
enfermagem, recebem R$ 4.500,00; O Ministério da Saúde implantou o
Programa de Interiorização do trabalho em Saúde – PITS, cuja
remuneração prevista para uma equipe de 01 médico e 01 enfermeira
padrão é de R$ 8.650,00 a R$ 7.800,00, dependendo da localidade; Os
profissionais estão migrando para as regiões Norte, Nordeste e
Centro-Oeste; Alguns municípios da região Sul poderão ser
descredenciados pela falta de profissionais; |
Aumentar para
R$ 7.875,00 por equipe, onde haja cobertura populacional de 75% ou
mais pelo Programa Saúde da Família. |
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8. AUMENTO DO
VALOR PERCAPITA DO PAB EM 80% |
Após portaria
51/98 do Ministério da Saúde, os municípios do Paraná, após
aprovação na BIPARTITE, passaram a receber como PAB, entre R$ 10,00
a R$ 18,00 por habitante/ano; Isto resulta em R$ 0,83 a R$ 1,50 por
habitante/mês; Tais valores não cobrem mais as ações realizadas
pelos municípios. |
Aumento em
80% do valor do PAB. |
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9. AUMENTO DE
1% NA BASE DO FPM – PASSANDO DE 22,5% PARA 23,5% |
Enquanto a
União
recebe 63% dos
recursos
arrecadados
pelos
impostos
federais,
os
municípios
ficam
com
apenas
14%. Se o
projeto
for
aprovado,
as
prefeituras
receberão R$ 1,2
bilhão
a
mais
do FPM
em
2005, o
que
equivale a 60% do
repasse
mensal
do
Fundo.
A
matéria
é
extremamente
importante
porque
o FPM é a
principal
fonte
de
receita
de 70% das
prefeituras
brasileiras.
Além
disso, se o
projeto
for
aprovado,
reduzirá
um
problema
enfrentado
pelos
municípios:
a correção da
tabela
do
Imposta
de
Renda
(IR)
em
10%. O
IR
é uma das
fontes
de
contribuição
do FPM.
Com
o
reajuste,
o FPM deverá
ter
uma
perda
de
mais
de R$ 2
bilhões
no
próximo
ano.
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Aprovação
do
projeto
que
aumenta
de 22,5%
para
23,5% a
receita
do FPM (Fundo
de Participação dos
Municípios)
destinada às prefeituras.
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